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Dia 20 - Paciência

Uma das principais metas da pessoa espiritualizada é derrubar barreiras. E, no entanto, a paciência é uma barreira pequena, mas implacável que separa o sentimento da expressão. Não uma barreira morta, um muro de tijolos, mas algo vivo construído sistematicamente por um longo período. Ela também é uma proteção.

De um lado, estão os sentimentos. Os sentimentos são profundos e rápidos. Inundariam a nossa vida se tivessem chance. Nade com eles e poderá haver euforia, mas também afogamento. Sem as barreiras, os sentimentos encontram expressão instantânea. E a vida torna-se uma série de ações feitas sem critério. O mesmo acontece com as palavras. Para alguém com um mínimo senso de beleza e de controle, deve haver paciência entre ambos.

A paciência não faz nada, não faz mais que um muro, ela simplesmente desacelera você. Desacelerar a expressão é o primeiro passo para acelerar o progresso espiritual. Ao contrário do muro, a paciência amplia a visão e dá tempo para avaliar o futuro: gentilmente, pensar.

Uma das forças mais desafiadoras para a paciência não são os outros, mas nosso próprio corpo. Observe até que ponto a sua expressão verbal é ditada pelo estado de seu corpo: se ele está pesado, a mente também pesa e as palavras caem como chumbo; se ele está bem, a vida segue de acordo.

A paciência afasta a doença. Ela apenas se interpõe, não atua, apenas está presente, como o muro ou como a forma tradicional da mãe protetora cuja mera presença é um refúgio. Tal como a criança pode sentar-se no colo da mãe, você também pode sentar-se no “muro” da paciência e observar. Em geral, é perigoso fazer qualquer coisa.

Algumas vezes, a paciência faz você persistir, levar adiante o que preferia ver concluído. O muro sempre silencioso dá as costas ao sentimento e só se volta para o futuro. Vá em frente. Se a mãe não incentivasse o filho a andar, nós todos ainda estaríamos engatinhando. E às vezes estamos mesmo em nossa mente. Então paciência é uma medida maravilhosa contra a imprudência e, também um meio de encorajamento.

Os meios e as medidas são temporários. Um dia o muro será derrubado. Quando os sentimentos estiverem bastante maduros para merecerem expressão instantânea será o momento da liberdade. Para qualquer um que esteja seguindo uma vida espiritual, tornar-se completo é a meta natural. Sem autocritica nem paciência, apenas com alegria.

A fonte é o livro Beleza Interior, o livro das virtudes, da autora Anthea Church, editora Brahma Kumaris e edição eletrônica de 2013. Livro na amazon: http://a.co/fW3VFYA

O dicionário possui 32 sinônimos para 3 sentidos da palavra paciência:

  1. Saber esperar com calma: calma, tranquilidade, serenidade, equilíbrio, eutimia, fleuma, impassibilidade, mansidão, pacacidade, pacatez.
  2. Resignação para suportar males: conformação, eupatia, longanimidade, pachorra, resignação, submissão, tolerância.
  3. Perseverança para não desistir: ânimo, aplicação, assiduidade, consistência, constância, coragem, firmeza, insistência, obstinação, perseverança, persistência, pertinácia, porfia, segurança, tenacidade.

Quando iniciamos esta encarnação, não sabíamos andar, desenvolvemos essa capacidade através de auxílio dos adultos e ferramentas como o andador, mas depois que praticamos o bastante, dispensamos o equipamento, e atualmente nós nem pensamos ao andar, entramos em um processo automático para andar. A paciência, pode exercer esse mesmo papel de andador para as nossas ações e emoções, quando praticamos o foco na auto-observação paciente de nós mesmos, e nos questionamos em todas as situações: por quê quero falar, ou fazer isso? O que penso sobre determinado assunto, evento ou pessoa que me motiva a falar ou fazer isso? E complementando estas perguntas, quando descobrimos o quê pensamos que motiva tais atos: Será que esse raciocínio é coerente com o Eu Superior? Aquilo que veio experimentar e desenvolver o ego? Ou tem coerência com ego, nossa parte que “adora” ter razão?

A proposta de hoje é fazer estes questionamentos, para todo e qualquer ato, e pacientemente, sem compromisso com o tempo ou com uma “resposta”, identificar a origem mais profunda de nossos atos. E questionar-se se isso está alinhado com o nosso Eu Superior, ou com o nosso ego, e estando alinhando com o ego, se perguntar: o que o Eu Superior realmente busca com isso?

Faça isso durante todo o dia, e ao final do dia, antes de dormir, reveja o dia, relembre se você conseguiu se manter o dia todo pacientemente se auto observando, ou se entrou novamente no automatismo de falar e reagir conforme o Ego. Dê a si uma nota de 1 a 5 na planilha de acompanhamento, onde 1 significa “tentei” e 5 “fui muito bem”. Lembre-se também que a paciência requer prática para ser desenvolvida, se você não teve resultados satisfatórios, persista!

Planilha de auto-avaliação

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A centelha divina que habita em mim agradece a centelha divina que habita em você.

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