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Dia 2 - Benevolência

Benevolência é a boa vontade silenciosa. É como o sol brilhando no solo ressecado, aquecendo a terra, derretendo o gelo, mas sem a intenção de curar. É um estado natural e por isso funciona, porque o solo não se sente em dívida com o sol. Do mesmo modo, estar na extremidade receptiva da benevolência é receber algo para o qual não há retribuição. Nem mesmo há pressão para retribuir – e por isso retribuímos com tanta facilidade.

A benevolência é um estado de ser em que você só conta consigo. Não tem qualquer relação com sentimentos de misericórdia ou de preferência, nem mesmo com amores súbitos, apenas é. A benevolência não oferece nada especificamente, mas atrai a todos; não responde a nenhuma pergunta, mas capacita a pensar; não ensina coisa alguma, mas por causa dela podemos aprender.

Ser benevolente é ter uma ligação tão forte com uma fonte de energia ininterrupta que nem as interrupções da vida consigam bloquear esse reabastecimento constante. Não importa quão árida seja a vida, a maré continuará seu fluxo e refluxo sempre. E nos momentos imediatamente anteriores à virada, quando a vida o leva aos limites e você souber que está à beira de um grande influxo, permanecerá calmo e reconhecerá o vazio temporário como um prelúdio. Apenas se você fere alguém, a maré para de virar e você fica encalhado e precisa lutar.

Ser benevolente é o melhor auxílio que se pode dar a qualquer pessoa, porque a benevolência, tal como a luz do sol, não tem forma, mas se infiltra nas áreas de pânico da mente e alivia toda a carga.

É a menos intrusa das virtudes e sempre bem-vinda.

Novamente, a fonte é o Livro Beleza Interior – O Livro das Virtudes, autora Anthea Church, editora Brahma Kumaris, versão eletrônica de 2013. Livro na amazon: http://a.co/fW3VFYA

O dicionário que consultei apresenta 42 sinônimos para 3 sentidos da palavra benevolência:

  1. Bondade e boa vontade: bondade, boa vontade, generosidade, benignidade, beneficência, compaixão, altruísmo, humanitarismo, filantropia, caridade, piedade, ajuda, socorro, mercê, coração, comprazimento, obséquio, favor, graça.
  2. Condescendência e compreensão: condescendência, compreensão, tolerância, transigência, complacência, clemência, indulgência, contemplação, deferimento, magnanimidade.
  3. Afeto e simpatia: afeto, simpatia, afetuosidade, estima, benquerença, afabilidade, amor, amizade, ternura, trato, guarda, fraternidade, apego.

Praticar a benevolência no dia-a-dia, é exercer uma atitude mental de bondade, de positividade, e pensar os atos e palavras para exercer, para a nossa pessoa e as pessoas ao nosso redor, que teremos contato durante o dia. É praticar falas e atos bondosos para o emissor e para o receptor da fala ou do ato, se alguém não foi adequadamente considerado, o ato se torna malevolente, aí entramos num estado de crítica, cobrança de nós mesmos, ou do outro, em virtude dessa situação. Não entremos nisso. É uma armadilha da caminhada gastar energias com a autocritica, com a crítica, e outros mecanismos de justificação dos atos ou falas. Vamos nos ocupar com exercer a benevolência, e quando falarmos ou agirmos de forma não-benevolente, vamos “pular” a parte da crítica, e passar para a parte da benevolência novamente, conosco mesmos e com aqueles que nos relacionamos. As vezes o exercício pode ser um tremendo desafio, há pessoas que estão “gatilhos vivos e ativos” pra gente, mas isso não deve nos impedir, muito pelo contrário, deve nos incentivar, pois nós já sabemos a onde vai chegar se a gente entrar na vibração de crítica, de cobrança, de malevolência. Já sabemos onde isso chega. O desafio real, é de independente do outro, da fala do outro, do ato do outro, exercermos a benevolência, para ele, ela ou eles, e com a gente mesmo. Exerça atos e falas benevolentes, busque fazer isso ao longo do dia de hoje, e ao final, somente ao final do dia, antes de dormir, faça uma auto verificação sobre seus atos, sobre suas falas, sobre seus pensamentos ao longo do dia, se você fez, falou ou pensou algo inadequado, provocou uma tristeza, ou conflito com outra pessoa, ou mesmo com você, se você julgou algo, ou alguém de forma inadequada, etc. Mas lembre-se também dos atos e palavras e pensamentos benevolentes que exerceu durante o dia, se você fez o exercício conscientemente verá que houveram muito mais situações positivas.

Então, depois dessa reflexão, faça uma oração, se perdoe pelos equívocos, desculpe-se com aqueles que foram gatilhos das situações não benevolentes que você realizou, peça perdão a eles, abrace-os mentalmente, doe amor para cada um deles, agradeça-os pela oportunidade que eles lhe ofereceram neste dia, estamos todos numa mesma experiência, mas em busca de aprendizados diferentes, e é graças as experiências com o outro é que enxergamos as nossas oportunidades de melhora, sejamos gratos. Guarde, em um diário ou agenda, anotações sobre esse dia, dê a si uma nota de 1 a 5 sobre o exercício, sendo 1 para “tentei” e 5 para “fui muito bem”. No próximo dia 2, faça esse exercício novamente, e se você se deu uma nota, pode analisar, ao longo dos meses, como foi a sua conduta com essa virtude.

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A centelha divina que habita em mim agradece a centelha divina que habita em você.

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