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Dia 15 - Jovialidade

Autoconfiança é conhecer-se muito bem, conhecer instintivamente seus pontos fortes e fracos e ter sempre uma força com a qual contar. Em algum lugar internamente a partir do silêncio, você consegue encontrar algo. As áreas de fraqueza não abalam mais a mente porque estão sendo demolidas; são casas vazias onde os pensamentos não se deram o trabalho de entrar. E, ao esbarrar nessas áreas do ser, a confiança lhe dará poder para afastar-se delas suavemente. Se não há confiança, a pessoa pensa que deve permanecer e demonstrar o que é ruim, celebrando o fraco.

A autoconfiança faz você se mover mais lentamente, falar com mais calma, olhar para a pessoa com quem está se comunicando em vez de aplainar a vida atirando-se precipitadamente sobre tudo. Ela o capacita a permanecer feliz e calmo durante um lapso de ignorância e faz com que todos esperem até que você esteja pronto. Então, na calma, você preenche o momento com força antes que uma palavra seja dita. E quando os nervos persistirem em abalar seu equilíbrio, ela o capacitará a administrar suavidade e silêncio e acalmar a máquina inteira. A autoconfiança corre mais fundo, mais profundamente que os nervos.

A autoconfiança age suavemente, mas também pode desfazer com rapidez a teia de conexões falsas que o faz pensar que está sendo criticado. Na sua forma mais poderosa, torna possível desintegrar um pensamento na mente antes que ele tenha sido percebido pela própria pessoa. E assim, em vez de se manifestar, o pensamento muda de direção rumo à passividade. Confiar é poder.

Qual é o método para adquirir autoconfiança? Um método é falar não com os outros, mas consigo. Nos momentos de insegurança, é acolhedor falar com outra pessoa, mas é mais seguro conversar consigo, porque internamente existe uma reserva de amor que sempre irá lhe compreender se algo ocorrer. A amizade não é tão consistente nem eterna.

Depois de conversar consigo, dar um nicho, um espaço para os nervos, posso tratar o pânico quietamente, isso é o melhor a fazer. A ação, aliada ao amor silencioso, destrói o nervosismo e cria uma reserva de coragem para ser utilizada mais tarde. Quanto mais você amar e fizer, mais profundo será o estoque de coragem e menos vai precisar para preparar-se. E, finalmente, o amor que você não precisou poderá ser dado a alguém. Completo e intocado. E não só amor, mas paz, serenidade, lealdade... Tudo poderá ser dado sem ter sido tocado por você.

A vida talvez exija determinação de sua parte, mas você ainda consegue encontrar uma gota de serenidade para dar a mais alguém. Então, não estará dando apenas baseado em seu humor, mas preenchendo uma necessidade.

Onde a confiança é profunda, há a fundação para a verdadeira doação. “Verdadeira” significa “eu” estou silencioso; não há nervos dissonantes nem pensamentos em voz alta. Tranquilidade. E na tranquilidade, eu consigo ouvir você.

A fonte, é o Livro Beleza Interior – O Livro das Virtudes, autora Anthea Church, editora Brahma Kumaris, versão eletrônica de 2013. Livro na amazon: http://a.co/fW3VFYA

Há 27 sinônimos para 4 sentidos da palavra autoconfiança no dicionário da internet:

  1. Característica comportamental: assertividade, decisão, clareza, transparência, firmeza, posicionamento, autoestima, objetividade.
  2. Autoconfiança: segurança, determinação, resolução, força, autoafirmação.
  3. Autoafirmação: afirmação, independência.
  4. Confiança: moral, disposição, coragem, denodo, ousadia, vontade, poder, confiança, personalidade, influência, valor, peso.

Você já se arrependeu de alguma coisa que disse ou fez? Já contou algo a alguém e depois esse alguém lhe traiu a confiança? E se esse alguém foi você mesmo? Já teve daquelas situações em que disse: “dessa água não beberei”, e depois bebeu? Por que essas coisas nos acontecem? A causa provavelmente deve variar conforme cada um e cada situação, podem ser características nossas que não conhecemos, e despertam no momento dos automatismos, ou uma máscara social que mantemos e que em algum momento cai, etc., mas há pelo menos um método que podemos usar para desenvolver e melhorar nisso, e que o texto da Anthea sugere hoje, que é conversar conosco. Você já conversou com você e perguntou e respondeu honestamente, quais são os seus raciocínios? Seus sentimentos?

O exercício hoje é esse, é buscar uma conversa franca com você mesmo, pode ser meditando, pode ser em voz alta, em frente ao espelho, mas converse com você, e extraia de você a verdade mais profunda, aquela que vai inspirar a confiança em você mesma(o). Entenda, que quanto mais você se conhecer, quanto mais souber como pensa, menos surpreendido pelos seus próprios atos, ou pelas indagações dos outros, você será. Faça diálogos com você mesmo, em frente ao espelho, usando roupas, ou sem, inclusive se sem roupas causar desconforto, questione-se: por que conversar com você mesmo nesta condição provoca desconforto? Será vergonha, ou será ausência de confiança? Se o caso for este, faz algum sentido você ter vergonha, ou desconfiança, de si mesmo?

Esses exercícios não são obrigatórios, óbvio, mas podem apresentar a você uma pessoa muito importante: você mesmo.

Ao final do dia, reveja as situações, os eventos, e veja se você conhecia a pessoa que habita o seu corpo o suficiente para confiar nela. Veja se tudo ocorreu conforme os pensamentos e sentimentos que você confiou, e se houve alguma divergência, busque conhecer-se ainda mais profundamente, entender o que houve de divergente, e perdoe-se, o que houve foi apenas uma falta de conhecimento de si mesmo, e você está se conhecendo através da divergência também. Dê a si uma nota de 1 a 5, sendo 1 “tentei” e 5 “fui muito bem” e anote na planilha na descrição, ou em algum diário, se você quiser. A anotação é útil para você acompanhar a sua evolução.

Benevolência é a boa vontade silenciosa. É como o sol brilhando no solo ressecado, aquecendo a terra, derretendo o gelo, mas sem a intenção de curar. É um estado natural e por isso funciona, porque o solo não se sente em dívida com o sol. Do mesmo modo, estar na extremidade receptiva da benevolência é receber algo para o qual não há retribuição. Nem mesmo há pressão para retribuir – e por isso retribuímos com tanta facilidade.

A benevolência é um estado de ser em que você só conta consigo. Não tem qualquer relação com sentimentos de misericórdia ou de preferência, nem mesmo com amores súbitos, apenas é. A benevolência não oferece nada especificamente, mas atrai a todos; não responde a nenhuma pergunta, mas capacita a pensar; não ensina coisa alguma, mas por causa dela podemos aprender.

Ser benevolente é ter uma ligação tão forte com uma fonte de energia ininterrupta que nem as interrupções da vida consigam bloquear esse reabastecimento constante. Não importa quão árida seja a vida, a maré continuará seu fluxo e refluxo sempre. E nos momentos imediatamente anteriores à virada, quando a vida o leva aos limites e você souber que está à beira de um grande influxo, permanecerá calmo e reconhecerá o vazio temporário como um prelúdio. Apenas se você fere alguém, a maré para de virar e você fica encalhado e precisa lutar.

Ser benevolente é o melhor auxílio que se pode dar a qualquer pessoa, porque a benevolência, tal como a luz do sol, não tem forma, mas se infiltra nas áreas de pânico da mente e alivia toda a carga.

É a menos intrusa das virtudes e sempre bem-vinda.

Novamente, a fonte é o Livro Beleza Interior – O Livro das Virtudes, autora Anthea Church, editora Brahma Kumaris, versão eletrônica de 2013. Livro na amazon: http://a.co/fW3VFYA

O dicionário que consultei apresenta 42 sinônimos para 3 sentidos da palavra benevolência:

  1. Bondade e boa vontade: bondade, boa vontade, generosidade, benignidade, beneficência, compaixão, altruísmo, humanitarismo, filantropia, caridade, piedade, ajuda, socorro, mercê, coração, comprazimento, obséquio, favor, graça.
  2. Condescendência e compreensão: condescendência, compreensão, tolerância, transigência, complacência, clemência, indulgência, contemplação, deferimento, magnanimidade.
  3. Afeto e simpatia: afeto, simpatia, afetuosidade, estima, benquerença, afabilidade, amor, amizade, ternura, trato, guarda, fraternidade, apego.

Praticar a benevolência no dia-a-dia, é exercer uma atitude mental de bondade, de positividade, e pensar os atos e palavras para exercer, para a nossa pessoa e as pessoas ao nosso redor, que teremos contato durante o dia. É praticar falas e atos bondosos para o emissor e para o receptor da fala ou do ato, se alguém não foi adequadamente considerado, o ato se torna malevolente, aí entramos num estado de crítica, cobrança de nós mesmos, ou do outro, em virtude dessa situação. Não entremos nisso. É uma armadilha da caminhada gastar energias com a autocritica, com a crítica, e outros mecanismos de justificação dos atos ou falas. Vamos nos ocupar com exercer a benevolência, e quando falarmos ou agirmos de forma não-benevolente, vamos “pular” a parte da crítica, e passar para a parte da benevolência novamente, conosco mesmos e com aqueles que nos relacionamos. As vezes o exercício pode ser um tremendo desafio, há pessoas que estão “gatilhos vivos e ativos” pra gente, mas isso não deve nos impedir, muito pelo contrário, deve nos incentivar, pois nós já sabemos a onde vai chegar se a gente entrar na vibração de crítica, de cobrança, de malevolência. Já sabemos onde isso chega. O desafio real, é de independente do outro, da fala do outro, do ato do outro, exercermos a benevolência, para ele, ela ou eles, e com a gente mesmo. Exerça atos e falas benevolentes, busque fazer isso ao longo do dia de hoje, e ao final, somente ao final do dia, antes de dormir, faça uma auto verificação sobre seus atos, sobre suas falas, sobre seus pensamentos ao longo do dia, se você fez, falou ou pensou algo inadequado, provocou uma tristeza, ou conflito com outra pessoa, ou mesmo com você, se você julgou algo, ou alguém de forma inadequada, etc. Mas lembre-se também dos atos e palavras e pensamentos benevolentes que exerceu durante o dia, se você fez o exercício conscientemente verá que houveram muito mais situações positivas.

Então, depois dessa reflexão, faça uma oração, se perdoe pelos equívocos, desculpe-se com aqueles que foram gatilhos das situações não benevolentes que você realizou, peça perdão a eles, abrace-os mentalmente, doe amor para cada um deles, agradeça-os pela oportunidade que eles lhe ofereceram neste dia, estamos todos numa mesma experiência, mas em busca de aprendizados diferentes, e é graças as experiências com o outro é que enxergamos as nossas oportunidades de melhora, sejamos gratos. Guarde, em um diário ou agenda, anotações sobre esse dia, dê a si uma nota de 1 a 5 sobre o exercício, sendo 1 para “tentei” e 5 para “fui muito bem”. No próximo dia 2, faça esse exercício novamente, e se você se deu uma nota, pode analisar, ao longo dos meses, como foi a sua conduta com essa virtude.

Cooperação pode ser a virtude humana menos reconhecida, mas é uma das mais valiosas. Não é reconhecida porque não é um produto final. Por estar relacionada ao processo de realização, sua grandeza reside no fato de expressar-se nas ações mais comuns do cotidiano.

Quem possui essa virtude assemelha-se ao sol brilhando num evento ao ar livre, num lugar onde geralmente chove. O evento é elogiado, mas o sol é esquecido. A analogia deve-se não porque existe virtude no clima (pelo contrário), mas para demonstrar quão vital é a cooperação mesmo ela não sendo reconhecida. Sem cooperação não haveria evento.

Então ser cooperativo significa estar atento ao que é necessário para o sucesso, fornecer o que é preciso (e nada mais) na hora e no lugar certos e então se retirar. Quem oferece seus serviços e em seguida espalha seu nome sobre os resultados não é cooperativo. É preciso ser invisível e preciso no fazer e, então, partir sem esperar resultados. A cooperação requer olhos para discernir e perceber o que é necessário, distanciar-se da sua própria proposta e contribuir com apenas um ingrediente. Às vezes, não é sequer uma ideia. Por mais capaz que você se considere, dar uma mão, um apoio.

Até certo ponto, quase todos tem essa virtude. Todos cooperam com o que lhes interessa. Na verdade, possuir essa virtude em “tempo integral” é ter sempre a mão estendida para o que for necessário. E mesmo que não haja nada para fazer, ainda assim o mundo precisa do apoio de mentes tranquilas.

Por trás dessa virtude há algo não menos comum: um profundo otimismo em relação ao futuro. Se a cooperação só ocorre nas ações individuais, ela não é nada; mas se vem do entendimento de que cada ato de generosidade contribui para uma criação totalmente nova, então se torna algo grandioso. É o combustível para um mundo novo, assim como será cada virtude humana se conscientemente baseada numa visão do futuro. Talvez seja o que se queira dizer com a expressão “estar unido com o mundo” – quando tudo o que se faz é uma aposta comum e não uma jogada individual num jogo pessoal.

O que é a “nova criação”? Certamente não é Deus criando corpos numa terra de leite e mel. Não. É um processo intrincado, com forte oposição, mas basta uma palavra, um pensamento, uma ação para elevar outra mente humana, e você estará contribuindo de maneira significativa.

Fonte: Livro Beleza Interior – O Livro das Virtudes, autora Anthea Church, editora Brahma Kumaris, versão eletrônica de 2013. Livro na amazon: http://a.co/fW3VFYA

No dicionário da internet há 11 sinônimos para 1 sentido da palavra cooperação:

  1. Ato de prestar ajuda: colaboração, ajuda, apoio, assistência, auxílio, coadjuvação, concurso, contribuição, contributo, participação, solidariedade.

Somos centelhas divinas, estamos todos aqui em experiências e aprendizados, porque não cooperar com os outros? Teoricamente, se todos pensarem assim as experiências serão melhores para todos, porém na prática sabemos que não acontece assim, ainda. Aí vem esse texto da Anthea e traz a reflexão: “Quem oferece seus serviços e em seguida espalha seu nome sobre os resultados, não é cooperativo”, isso leva a reflexão: será que somos cooperativos de verdade, ou buscamos os reconhecimentos de nossos atos. Então, no dia de hoje, vamos praticar a cooperação, sem expectativas de reconhecimento, cooperar porque cooperar é bom, porque cooperar é certo, porque cooperar é positivo, cooperar é divino, e espalhar a luz no caminho dos outros, sem esperar que nos sigam, lembre-se em cada momento do dia de hoje, cooperar. Ao final do dia, lá antes de dormir, reveja o seu dia, revise as oportunidades de cooperação que você teve durante o dia e analise a sua conduta nelas, se você conscientemente fez o exercício, cooperou bastante com tudo e com todos, dê a si uma nota de 1 a 5, sendo 1 “tentei” e 5 “fui muito bem” lembre-se de perdoar pelas oportunidades em que não cooperou, e perdoe os outros por não terem cooperado com você, afinal, você não está esperando reconhecimento através da reciprocidade não é? Abrace-os mentalmente, doe amor, e agradeça-os pelas oportunidades de hoje.

Contentamento é um rio subterrâneo cujo curso não pode ser interrompido. Na superfície, as pessoas pisam, empurram, puxam e arrastam; o solo seca, racha, mas por baixo, o rio continua fluindo. Mesmo que alguns pontos seja um fio de água correndo na escuridão.

A água da superfície corre o risco de poluir e secar, pode ser usada, bebida, extraída. A água subterrânea é impenetrável. O mesmo se dá com o contentamento. É um movimento constante, invisível, sempre para frente. Não é indiferente aos desafios, mas se a paisagem da mente, a superfície da vida, for tumultuada, o rio reage, desvia, vaza e inunda, mas permanece invisível. E nunca seca.

É preciso ter um entendimento profundo para estar contente – é preciso conhecer, prever os movimentos da mente e sentir a atração do destino que está além de tudo. O contentamento é estudar a vida, não a mera aceitação dela. As pessoas dizem: “Não pense tanto”. Mas o contentamento exige que se pense profundamente, se observe com atenção, se reaja com calma movendo-se no tempo certo. Mais que tudo, a água precisa da força da correnteza para atravessar as curvas, as entradas e os altos e baixos do inconsciente. Se não há correnteza, pode haver inteligência, mas haverá sempre depressão e a sensação de que você pode estagnar.

A corrente é a força espiritual.

Fonte: Livro Beleza Interior – O Livro das Virtudes, autora Anthea Church, editora Brahma Kumaris, versão eletrônica de 2013. Livro na amazon: http://a.co/fW3VFYA  

Há 20 sinônimos para 1 sentido da palavra contentamento:

  1. Estado de quem está contente: prazer, bem-estar, euforia, alegria, alacridade, agrado, aprazimento, bom humor, contento, deleite, desfastio, entusiasmo, felicidade, gosto, jovialidade, jubilidade, júbilo, ledice, regozijo, satisfação.

Tem certas virtudes que exigem um pouco mais de reflexão antes que possamos exercê-las, o contentamento é uma delas pra mim, há certas coisas no dia-a-dia que parecem “tomar” nossa capacidade de nos manter em contentamento, mas é disso que se trata o desafio, apesar de coisas externas contrárias, manter um pensamento de contentamento, pois o contentamento é de dentro para fora, e por mais pesado e desafiador que esteja o ambiente e as pessoas nosso redor, buscar exercer uma atitude de alegria, de propagar a luz interna de cada um de nós. Mas como fazer isso? Uma das reflexões que podemos fazer para auxiliar este processo, é lembrar que somos uma centelha divina, somos a própria luz, em um processo de caminhada para propagar essa luz, o contentamento interior, quando propagado é uma forma de espalhar a luz. É uma forma de fluir o rio interno do contentamento. Estar em constante atuação como agente de propagação de energias, de pensamentos, de sentimentos, de palavras, de atos positivos, é uma forma de exercer o contentamento. Então, no dia de hoje, a cada instante, a cada conversa, a cada ato do seu dia, enxergue como uma oportunidade, uma experiência que você pode ativamente propagar o contentamento com Deus, com o Universo, com o todo, a experiência de cada instante é única, não se repetirá, isso por si só é uma alegria que deve ser sentida, vivenciada. Ao final do dia, e somente ao final do dia, antes de dormir, faça uma avaliação sobre seus atos e palavras e pensamentos ao longo do dia, se você fez, falou ou pensou algo inadequado, provocou uma tristeza ou conflito com outra pessoa, ou mesmo com você, se você julgou algo ou alguém de forma inadequada, etc. Mas lembre-se também dos atos e palavras de contentamento que exerceu durante o dia, se você fez o exercício conscientemente verá que houveram muito mais situações positivas. Então, depois dessa reflexão, faça uma oração, da forma que mais lhe agradar, se perdoe dos equívocos, desculpe-se mentalmente com aqueles que foram gatilhos das situações que você não conseguiu expor o seu contentamento interior, peça perdão a eles, abrace-os mentalmente, doe amor para cada um deles, agradeça-os pela oportunidade que eles lhe ofereceram neste dia, pois estamos todos na mesma experiência, apenas em busca de aprendizados diferentes, e é graças as experiências com o outro é que podemos enxergar as nossas oportunidades de melhora, sejamos gratos.
Guarde, em um diário ou agenda, anotações sobre esse dia, dê a si uma nota de 1 a 5 sobre o exercício, sendo 1 para “tentei” e 5 para “fui muito bem”. No próximo dia 3, faça esse exercício novamente, e se você se deu uma nota, pode analisar, ao longo dos meses, como foi a sua conduta com essa virtude.

Coragem pensa apenas no destino e nada mais. É a força de uma vontade determinada que há por trás de cada movimento e, portanto, o fracasso está longe dela. Coragem é quando você não necessariamente vê, mas no seu coração você sabe, e esse saber torna-se uma luz com a qual você consegue enxergar. Então você para. A coragem cresce com a vida, mas é também a qualidade da criança que não conhece desafios e do adulto que ignora o poder deles.

Coragem é dar um passo adiante numa área de dificuldade, sem a solução em mente, mesmo assim sentindo que a vitória está a sua frente. É ir de mãos vazias, mas sabendo que a mão de Deus está estendida para lhe puxar.

Coragem é dizer o que você acredita sem diluir, sem desejar qualquer aprovação sabendo que um ideal profundamente concebido é suficientemente forte para resistir à oposição e se for nocauteada, a coragem então saberá então não recriminar, mas reconstruir-se ainda mais forte.

A coragem não surge espontaneamente no momento de perigo. É fruto do esforço consistente de quem vive de acordo com as regras. Sua expressão é apenas a ponta de um enorme iceberg que se formou ao longo de anos. É a rocha sob a superfície cuja parte visível é a ilha onde outros descansam. Você sabe quando a coragem existe em alguém. Você pode senti-la e confiar na pessoa.

Há algo de emocionante na pessoa corajosa. Mesmo que as circunstâncias sejam contrárias, ela sabe que vencerá, pois tem a força da qualidade acima da fraqueza da quantidade. Ela fala pouco, faz muito e nunca promete, pois, o corajoso sabe que ao lado de uma meta elevada há sempre uma inteligência movendo-se em silêncio, dando um passo de cada vez. A coragem é ousada, mas é sempre cuidadosa.

Fonte: Livro Beleza Interior – O Livro das Virtudes, autora Anthea Church, editora Brahma Kumaris, versão eletrônica de 2013. Livro na amazon: http://a.co/fW3VFYA

43 sinônimos para 5 sentidos da palavra coragem:

  1. Bravura: afoiteza, ânimo, arrojo, bravura, denodo, desassombro, desembaraço, destemor, impavidez, intrepidez, peito, temeridade, valentia, valor.
  2. Determinação: firmeza, determinação, constância, decisão, esforço, força, perseverança, tenacidade, zelo.
  3. Atrevimento: descaramento, desaforo, desfaçatez, atrevimento, audácia, desplante, insolência, ousadia, petulância.
  4. Hombridade: hombridade, brio, nobreza, grandeza, dignidade.
  5. Branqueamento da roupa ao sol: branqueação, alvejamento, branqueamento, branqueio, cora, coradouro.

Sempre que penso sobre a coragem, me vem a imagem de um caminho coberto pela neblina, onde não é possível ver o caminho, mas ao “tomar coragem” e dar um passo, a neblina se dissipa e enxergamos o caminho que estava lá o tempo todo. A coragem é esse impulso confiante que temos ao dar o passo.

Pela compreensão de que somos todos centelhas-divinas, em processos de aprendizados, a coragem talvez seja inclusive o que muitos de nós viemos aprender, algo que podemos ou até devemos conscientemente desenvolver. Mas existe aí uma “pegadinha” do processo, e que no texto Anthea teve o cuidado de chamar a atenção, que “...a coragem é ousada, mas é sempre cuidadosa...” ou seja não devemos confundir “coragem” com “inconsequência”.

Vamos hoje então, a cada momento, a cada evento do dia, conscientemente praticar coragem, de falar, de agir, mas com os cuidados necessários, e ao final do dia, lááá na hora de dormir, rever nosso dia, revisar as oportunidades de exercer a coragem que tivemos durante o dia, e analisemos como nos conduzimos. Se você conscientemente fez o exercício, falou e fez com coragem tudo que cuidadosamente identificou como necessário e da melhor forma. Dê a si uma nota de 1 a 5, sendo 1 “tentei” e 5 “fui muito bem”. Lembre-se de perdoar-se pelos momentos que não falou o fez com coragem o que você crê que era necessário, perdoe os outros que foram de alguma forma covardes com você, lembre-se que estamos todos em aprendizado, mas nem todos com a mesma conscientização. Abrace-os mentalmente, doe amor e agradeça-os pelas oportunidades do dia de hoje.

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